Sobre o Movimento Popular INCLUA-SE

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São Caetano do Sul, Região do ABCD /São Paulo, Brazil
Não sabemos o que somos e sim o que NÃO somos! Não somos uma organização não governamental sem fins e muito menos com fins lucrativos (ONGs); Não somos um INSTITUTO; Não somos uma INSTITUIÇÃO nem pertencemos a uma; Não somos de CONSELHOS nem representamos segmentos. Não defendemos bandeiras PARTIDÁRIAS. Sendo assim, somos ILEGÍTIMOS aos olhos dos Poderes Constituídos!

Movimento: ano ímpar




Postado em 30.12.2011





 Por Amilcar Zanelatto.















O ano de 2011 foi ímpar para o Movimento Inclua-se! não somente porque termina em numeral 1: principalmente porque houve, desde seu início, um longo caminho a ser percorrido, caminho esse repleto de obstáculos a serem removidos. 

Sobre o blog - Acesse.


Arquivo Inclua-se! 

Tornou-se ímpar, para nós, porque respondemos à indefectível e retórica pergunta feita pelo Poder: "Quantos vocês são? O que fizeram pelas pessoas com deficiência?"

Ímpar porque descobrimos o quão frágeis são os argumentos daquelas pessoas que defendem o modelo Integracionista, e os expusemos em toda sua estreiteza.

Expusemos o olhar que a sociedade tem - mormente a sulsancaetanense - sobre a questão da deficiência em denúncias de barreiras atitudinais alimentadas pelo Poder  como nos sanitários da praça Jacome Formiga. Acesse


 Arquivo Inclua-se!
Escancaramos as barreiras programáticas e a ignorância conveniente do Poder expondo em  Obstáculos Permitidos por Leis - Acesse



  Google Image.

e Bom Conselho. Acesse.
 


Mas nos fora, o ano de 2011, ímpar, porque conquistamos uma vitória singular: com um mero - e eficiente - exercício de cidadania: com o Movimento Inclua-se! conseguimos fazer recuar dois Poderes (o Executivo e o Legislativo) em sua intenção de manterem as pessoas com deficiência sob tutela de Instituições, com a parceria de um terceiro Poder: o Judiciário, pelo Ministério Público - Moviento: um resultado. Acesse.

Dra. Maria Izabel, da 8a. Promotoria de Justiça


O Movimento Inclua-se! nascera em ano par: cinco anos depois, obtivera reconhecimento pelas ações desenvolvidas, reconhecimento este consubstanciado pela aprovação de um Projeto de Lei que garante a TODOS o direito de participação plena na determição dos rumos que darão às suas vidas, ao reconhecimento de seu protagonismo ao terem o direito inalienável de construirem sua pópria história.

E, por reconhecimento, devo agradecer a todas as pessoas que participaram desta conquista.

E aproveito para agradecer a Tuca Monteiro, cujo empenho fora determinante a essa conquista.
Ao longo de minha trajetória como militante da causa da pessoa com deficiência tive a oportunidade de conhecer muitas pessoas empenhadas; mas tenho de reconhecer que Tuca Monteiro é um espírito raro, daqueles que fazem diferença.

À ela, ofereço, em nome de todos que direta ou indiretamente participam do Movimento Inclua-se!


 Letra da música: Sueno con serpientes.

O próximo ano será par: teremos trabalho redobrado por ser ano de eleição municipal.
E faremos dele, certamente, outro ano ímpar.

Amilcar Zanelatto Fernandes


Um olhar “Inclusivo” sobre a Nona Bienal Internacional de Arquitetura de SP - Parque do Ibirapuera.



 Postado em 26.12.2011





 Por Tuca Monteiro.


"Eles" dizem: 
Arquitetura para TODOS!

Nós perguntamos: 
Quem cabe neste TODOS?


  
Dando continuidade a postagem anterior... 


Desta vez fora necessário fazer uso do automóvel para chegarmos ao Parque do Ibirapuera, pois estávamos com uma enorme cadeira de rodas e não há, até o presente momento, transporte público de fato acessível que facilite o transporte da mesma de São Caetano do Sul até o Parque: os ônibus intermunicipais não possuem plataformas elevatórias de acesso; se optássemos pelo trem, teríamos dificuldades na volta em acessar a saída da plataforma da estação da CPTM, já que o acesso se dá por extensas escadarias, e ainda teríamos que pegar um ônibus municipal, tanto na ida quanto na volta, ônibus este que, embora possua o símbolo do SIA - Símbolo Internacional de Acesso...


... não possibilita o acesso com autonomia, segurança e conforto às pessoas com deficiência física ou com mobilidade reduzida, como demonstramos nas imagens abaixo, e cujo tempo de espera aos domingos excede os trinta minutos! 


 
É o ônibus que não esta adaptado ao ambiente ou 
o ambiente é que não está adaptado ao ônibus?
Imagens de Tuca Monteiro.

Mas... 

Suponhamos que tivéssemos à nossa disposição ônibus e trens plenamente acessíveis: mesmo assim teríamos optado pelo carro, e sabem o por quê? 

Olha a escadaria que teríamos que "desbravar" carregando uma cadeira de rodas para acessar a passarela sobre este "mar" de carros.



Acesso da passarela Ciccilio Matarazzo - Google Image.
Avenidas Pedro Álvares Cabral e Vinte Três de Maio - Google Image.

A passarela é o único acesso seguro do ponto de ônibus ao Parque do Ibirapuera! 

Chegando ao Parque, a primeira dificuldade óbvia fora achar uma vaga para estacionar o carro o mais próximo possível da Oca: estacionamento lotado, apenas as vagas de uso exclusivo da pessoa com deficiência física e da pessoa idosa estavam liberadas e, isso, devido às agentes de trânsito, que estavam multando quem estacionasse nestas vagas sem portar a credencial. Um viva! 

Rodamos muito até encontrarmos uma vaga e conseguimos a proeza devido a persistência e serenidade do @MicaZanelatto. Confesso: desisti na segunda volta! Será que é o momento de voltar para a yoga: on, on, on...

Carro estacionado e com a cadeira a postos... 

Opa! Cadê a rampa de acesso ao passeio?

Imagem de Tuca Monteiro.

Descobrimos que NÃO existe rampa próxima a estas vagas ‘acessíveis’! Será que há outras vagas sem rampas nos estacionamentos do Parque? 

Mas, e os passeios destinados ao pedestre: será que possibilitam o livre deambular a TODOS?

Observamos que não: pessoas que usam cadeiras de rodas, muletas ou andadores ou  uma pessoa cega, mesmo assistida por um cão-guia - como é o caso da @thays_martinez e seu cão Diesel  -  terão de fazer o trajeto pela via para autos. Aliás, não existe sinalização tátil nem sonora para a orientação das pessoas cegas pelo Parque e Pavilhões - somente o entorno do MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo) possui piso tátil guia. (Saiba sobre os pisos táteis acessando: Revitalização da rua Piauí - Pisos táteis)


Piso tátil guia no entorno do MAM. Google Image.


O passeio que nos levaria do estacionamento até o acesso a Oca possui  uma fileira de esplendorosas árvores, o que ocasionam, devido às “orlas”, o estreitamento da passagem.

Bem que poderiam alargar o passeio em um metro, sentido o viário, e incorporar a faixa com as árvores ao gramado existente! Mais área permeável para o Parque!

Imagem de Tuca Monteiro.
  
Sem rampas e sem passeios livres de barreiras, o jeito fora disputar espaço com os carros no asfalto: o que vivenciamos pelas ruas das cidades também se repete dentro de um Parque! A prioridade é do automóvel! 

Imagem de Amilcar Zanelatto.

Em frente à Oca também existem vagas de uso exclusivo para pessoas com deficiência física e rampas de acesso ao passeio... 

Imagem de Amilcar Zanelatto.

... cujo piso está irregular (sobressalente) devido às raízes da escultórica árvore, o que compromete o desempenho da cadeira de rodas...


Imagem de Amilcar Zanelatto.

Há uma rampa ao lado desta árvore. Sinceramente, se eu estivesse utilizando realmente uma cadeira de rodas, faria todo o percurso pelo asfalto até chegar ao Pavilhão. Estas rampas, do modo como o passeio e os acessos estão projetados, não têm função! É o que se denomina de falsa acessibilidade.

Qual é a lógica?

A pessoa desce do carro, sobe pela rampa para acessar o passeio, depois desce pela outra rampa para acessar, novamente, o viário, para subir outra rampa para acessar a entrada da Oca que, por sua vez, está no mesmo nível do... Passeio!


 Imagem de Amilcar Zanelatto.
Por que não optaram por elevar todo o piso em frente do acesso a Oca (o asfalto propriamente dito) ao nível do passeio, criando um acesso único para TODOS, inclusive com uma rampa suave da largura total do acesso ao invés desta rampinha segregada e íngreme?

Desse modo à árvore escultórica...

Google Image.
 
... poderia ser incorporada ao gramado do entorno do Pavilhão (!): alguns “metrinhos” a mais de área permeável para o Parque; afinal, fora uma luta conseguir criar um caminho com piso estável e não trepidante que possibilitasse à pessoa que faz uso da cadeira de rodas o acesso ao Jardim de Esculturas do MAM. O motivo: é proibido impermeabilizar o solo do Parque! Soube do ocorrido em um seminário denominado Acessibilidade em Debate (2009),  que ocorrera no Senac Campus  Santo Amaro.

Em 25 de janeiro de 1992 o Parque do Ibirapuera foi tombado pelo CONPRESP e pelo CONDEPHAAT, sendo definitivamente proibida a redução das áreas verdes em seu interior.

Sendo assim, sugiro:

Que tal trocar o asfalto do Parque por algo, digamos... permeável?

E por que não uma marquise protegendo a entrada da Oca, com área para embarque e desembarque, de modo que, em dias chuvosos uma pessoa que utilize uma cadeira de rodas possa frequentar o Pavilhão, pois teria como acessá-lo sem se molhar? Isso é pensar acessibilidade REAL: os detalhes! Obs: no projeto original do Pavilhão havia uma marquise!


 Arcoweb.

Finalizando... "Tenho cá com meus botões" que propiciar realmente o acesso a TODOS vai além do mero cumprimento de uma normatização ( Norma Técnica NBR 9050)!


Próxima e última postagem: A acessibilidade da Oca e da Bienal de Arquitetura!




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Um olhar “Inclusivo” sobre a Nona Bienal Internacional de Arquitetura de SP - Introdução.



Postado em 12.12.2011



 Por Tuca Monteiro.
 
“Eles” dizem: 
Arquitetura para TODOS! 

Nós perguntamos: 
 Quem cabe neste TODOS?

  
Muito se tem dito nas mídias - pouco na televisiva; mais nas mídias impressas e, maciçamente, nas redes sociais - sobre as questões concernentes ao universo da pessoa com deficiência e mobilidade reduzida e a inserção deste segmento na sociedade como pessoas detentoras de direitos e protagonistas de suas vidas...

Direito de pertencer à sociedade: uma sociedade livre das barreiras de atitude! Direito de pertencer à cidade: uma cidade livre de barreiras arquitetônica, urbanística, comunicacional, programática... SOCIAL. Enfim, uma sociedade e cidade inclusivas: Para TODOS! 

Para todos, de todos... 

Percebo que cada vez mais estas palavrinhas estão ecoando País afora, sejam nos discursos institucionais, sejam em slogans governamentais. Quem ainda não ouviu ou leu a frase: "Brasil: um país de TODOS"; ou: "São Caetano do Sul: uma cidade para todos"; ou ainda: "São Bernardo do Campo": a cidade da inclusão"?

Palavras ao vento?

Certamente!

Enquanto houver CIDADÃOS E CIDADÃS vivendo em situação similar ou pior a desta família, o para todos, o de todos, o inclusivo serão apenas palavras ao vento.

Família vivendo em condições subumana (cortiço) - São Caetano do Sul.

Como não poderia deixar de ser, o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) também abraçou o “para todos!” Em novembro, o IAB promoveu a 9º Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, que aconteceu na "Oca" (Pavilhão Lucas Nogueria Garcez - Parque do Ibirapuera) cujo tema fora: 

Arquitetura para todos: construindo cidadania. 

Emoldurado pelo discurso: 

"(...) Pretende-se uma nonaBia que tenha como público preferencial a sociedade como um todo, e não apenas a corporação. Será, portanto, uma Bienal de Arquitetura onde o público, o cidadão, será o protagonista, se reconhecendo em cada projeto exposto, em cada publicação, em cada visita. E conhecendo as possibilidades que a Arquitetura e Urbanismo oferecem de organização de seus espaços de viver, de construção de seus espaços de exercício de cidadania. Uma aproximação que se dá, sobretudo, no sentido de mostrar a força e a importância da Arquitetura e Urbanismo na construção de uma sociedade mais justa e solidária, que possa viver em uma cidade mais bela, eficiente e sustentável(...)"  
A curadoria.   
Fonte: IAB-SP


Com um tema desta natureza e um discurso afinado sobre a “simbiose” entre o ser humano, como protagonista da sua história (!), a arquitetura e, sobretudo, o urbanismo, não poderia deixar de prestigiar mais uma vez a Bienal. 

Digo mais uma vez, pois estivemos na Bienal anterior, no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, cujo tema fora ECOS Urbanos - Espacialidade, Conectividade, Originalidade e Sustentabilidade. 

Diferentemente da anterior, desta vez fomos acompanhados de um objeto que está, cada vez mais, fazendo parte do meu cotidiano: a cadeira de rodas. 

Não, não sou usuária da cadeira de rodas, não sou pessoa com deficiência, mas estou "pairando" neste universo e sinto intensamente a necessidade de vivenciar os espaços de uma outra forma que não seja apenas a do meu tronco elevado pelos meus membros inferiores. 

Se na 8º Bienal a Acessibilidade estava ausente, esquecida, como presenciamos, me pareceu “obvio ululante” que nesta a Acessibilidade reinaria soberana: afinal, quando pensamos para o TODO, Arquitetura para TODOS (!), Bienal para TODOS (!) parte-se do princípio de que as pessoas com deficiência - seja física, sensorial ou intelectual - estarão incluídas, e, desse modo, não somente o parque do Ibirapuera e o edifício arquitetônico, neste caso a Oca, como também toda a exposição e os projetos ali expostos deveriam possibilitar o pleno acesso de todos a tudo. 
  
É o que observaremos na próxima postagem.







Movimento: 3 de Dezembro; Integração; Inclusão.



Postado em 06.12.2011




Por Amilcar Zanelatto.


No dia em que completei 31 anos de idade a 37ª. Sessão Plenária da ONU instituiu o dia 3 de Dezembro como Dia Internacional da Pessoa com Deficiência.

A data foi escolhida porque no dia 3 de Dezembro de 1982, dez anos antes – quando eu já havia completado 21 anos - a Assembleia Geral da ONU adotou o Programa de Ação Mundial para as Pessoas com Deficiência.

A década de 1980 foi rotulada por muitos especialistas da área econômica como a “década perdida” para países periféricos .


De fato, várias crises do Sistema Capitalista foram sentidas nessa década, mas foram crises que não se restringiram à Economia: as crises definiram novos e velhos comportamentos.
Muitos conflitos surgiram no período - consequências de conflitos anteriores - como guerras, insurreições, guerrilhas, revoluções, protestos e também pelo arcaísmo político da época: o mundo dividido em dois e o advento do Neoliberalismo.

Para as pessoas com deficiência, a década de 1980 foi a consolidação da institucionalização da questão da deficiência: com o processo de redemocratização do País – lenta, gradual e segura, como impunha o Regime instaurado no Golpe de 1964 -, as  Instituições Asilares e Assistenciais se organizaram política e partidariamente para defenderem seus modelos, apoiando e elegendo representantes nos Legislativos Municipais, Estaduais e Federal , principalmente.
A década de 1980 trouxe ao segmento o conceito de Integração e, no Brasil, esse conceito atingiu seu ápice no final da década, quando se estabeleceu o Neoliberalismo no mundo - a “Nova Ordem Mundial” ...


 

...trouxe a Constituição de 1988, a queda do muro de Berlim, a eleição de Collor, a Lei Federal 7853.
A Lei 7853, de 1989, é muito curiosa: representa fielmente um paradigma Neoliberal e é utilizada como base argumentativa ainda hoje, tanto pelas pessoas que defendem a Inclusão Plena, que a cita criticamente, quanto pelas que defendem o Integracionismo, que a cita convenientemente.
A Lei, como diz sua ementa,
 
“Dispõe sobre o apoio às pessoas portadoras de deficiência, sua integração social, sobre a Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência - Corde, institui a tutela jurisdicional de interesses coletivos ou difusos dessas pessoas, disciplina a atuação do Ministério Público, define crimes, e dá outras providências.”

Cito especificamente esta Lei porque foi a Lei citada pela Prefeitura ao justificar o envio de Projeto de Lei à Câmara alterando redação do Art. 32 da Lei Municipal 4207/04, e aprovada. Leia sobre.

A Prefeitura enviou esse Projeto de Lei por exigência do Ministério Público, a quem, pelo Movimento Inclua-se!, o pedido foi feito.

Mas aquilo que a nova redação deveria alterar não somente ficara intocado como também fortalecera o conceito que o Artigo 32 traz (juntamente com a letra “f” do Inciso I do Art. 2º. da Lei 7853/89 - utilizada para justificar a redação envida pela Prefeitura) : o Integracionismo.

Imagem Tuca Monteiro.

No último 26 de Novembro o Movimento Inclua-se! esteve presente no I Encontro Educacional de Práticas Inclusivas, promovido pela Fundação Anne Sullivan, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e apoio da Secretaria Municipal de Direitos da Pessoa com Deficiência, cujo público a atingir seriam os educadores. Leia sobre.

Além do interesse no conteúdo do evento, também entregamos a 97 educadores presentes cópia de uma carta contando a história desse tal de Art. 32 e o que a Prefeitura fez a respeito.

No programa, além das exposições das experiências pedagógicas vivenciadas por educadores com crianças e jovens com deficiência, vivências essas muito interessantes, tivemos as palestras da Profa. Mestra Beatriz Picolo Gimenes e da Dra. Ana Rita de Paula.

Google Image.
A Mestra Beatriz Picolo Gimenes* abordou a questão da inclusão educacional de pessoas com deficiência sob o aspecto do desenvolvimento cognitivo: de como se dá esse desenvolvimento ao longo do tempo, e de quais estímulos devemos dispor para um pleno desenvolvimento da criança com deficiência.

A Dra. Ana Rita de Paula** contribuiu analisando a questão da inclusão sob o aspecto político, demonstrando a existência de dois olhares sobre a questão da deficiência: a Neoliberal e a Socialista.

Fazia tempo que reclamávamos uma abordagem política da questão da deficiência e a Ana Rita, nessa ocasião, a trouxe a São Caetano.

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Ana Rita falou sobre a diferença entre os significados de empoderar e emancipar e qual a origem ideológica de cada conceito. Demonstra que o conceito de empoderamento, de origem Neoliberal, é um dos fundamentos de outro conceito: o de Integração. Já a emancipação é de origem Socialista e que o Neoliberalismo – ideologia vigente - não a contempla. A emancipação, portanto, está relacionada ao conceito de Inclusão, uma vez que Integrar não é Incluir.

Esse conflito entre Integrar e Incluir e as ações do Poder Público no sentido de diluí-las – para confundir -  acabam gerando ações paradoxais:
Na mesma semana em que a Prefeitura, pelas Secretarias de Educação e dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEEDUC e SEDEF), apoia um evento que trata do tema Inclusão, envia à Câmara e faz aprovar Projeto de Lei em que condiciona a matrícula de pessoa com deficiência  à sua (da pessoa com deficiência) CAPACIDADE DE SE INTEGRAR ao sistema regular de Ensino.  


Particularmente penso que a Prefeitura subestima a inteligência das pessoas.

É um absurdo, para não dizer desonesto, que as Secretarias de Educação (SEEDUC) e a dos DIREITOS das Pessoas com Deficiência (SEDEF), nas pessoas de Magali Aparecida Selva Pinto e Lílian Cristina Fernandes, responsáveis pelas respectivas Pastas, não intervieram no sentido de impedirem que o Executivo enviasse à Câmara um projeto de lei que CLARAMENTE denuncia a política adotada por vocês ao segmento: a Integração.  

É hora da Prefeitura e suas respectivas Secretarias ASSUMIREM que a política dirigida ao segmento NÃO É INCLUSIVA e que parem de se apropriar da palavra Inclusão ao discursar sobre suas ações.


____________________________

Entenda sobre a barreira programática contida no artigo 32 e suas implicações ao processo da "Real" Educação Inclusiva acessando: Por que celebrar? Causo: o Veto.
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* Profa. Mestra Beatriz Picolo Gimenes - Formada em Matemática e Psicologia, com especialização em Psicopedagogia e Terapia Familiar em Hospital, com grau de mestre em psicologia da Saúde. É criadora do Complexo Lúdico Meimei, em São Bernardo do Campo (SP). Realizou várias pesquisas, entre as quais estão: Jogos entre Reeducandos (Cadeia Pública - SBC) e O Brincar e a Psicomotricidade com Bebês de Mães Adolecentes (faculdade de Medicina do ABC).  Atua como psicóloga-clínica, psicopedagoga institucional, professora universitária, de pós-graduação e assessora-educacional em escolas e brinquedotecas. É conselheira da Associação brasileira de brinquedotecas e da International Toy Library Association (Itla), tendo publicações nacionais e estrangeiras.

** Dra. Ana Rita de Paula - Psicóloga, é consusltora da SORRI-BRASIL há 15 anos, além de outras organizações não-governamentais e orgãos públicos municipais, estaduais e federal. Recebeu, entre outros, o Prêmio Direitos Humanos da Universidade de São Paulo, em 2001 e o Prêmio Nacional de Direitos Humanos, outorgado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, em 2004. Mestre e Pós-doutoranda em Psicologia Social, Doutora em Psicologia Clínica, pela Universidade de São paulo (USP). Há 30 anos faz parte da liderança do movimento pela defesa dos direitos das pessoas com deficiência. Co-autora do livro "sexualidade e Deficiência: Rompendo o Silêncio" e autora do Livro "Asilamento de Pessoas com Deficiência: A institucionalização da incapacidade social".

Apresentação:


 Espaço destinado ao leitor.


Contribuições de:



    Amilcar Zanelatto.


A Acessibilidade.

A palavra acessibilidade é de frequência recente em nosso vocabulário. Ela tem ganhado expressão nos meios de comunicação, nas discussões políticas, nas organizações representativas das pessoas com deficiência na década em que estamos... Acesse.


Vagas exclusivas para exclusivos: um diálogo com o Chefe de Gabinete da Prefeitura.

Estive com meus clientes na sede da Prefeitura. Em São Caetano, a sede fica num parque denominado Parque Chico Mendes. Ao chegarmos, de carro, procurou meu cliente (que não tem deficiência) lugar para estacionar... Acesse.
 
Diálogos e História. 

Professor, se eu tivesse nascido na Roma Antiga, mesmo livre, seria considerado Pessoa?”
“Boa pergunta. Provavelmente não. Por que esta pergunta?”
“Porque estou pesquisando a origem do preconceito a pessoa com deficiência. Acredito que seja de origem estética. Há um padrão de forma humana: o que difere do padrão não é bem quisto...”... Acesse.


Censo Insensato. 

O Brasil coleta dados sobre pessoas com deficiência desde 1872, porém de forma precária e centrada apenas nos aspectos físicos. De 1920 até 1940, o censo inclui algumas categorias mentais (sic) advindas do Congresso de Londres... Acesse.



Teleton e McDiaFeliz.

Na semana passada estive no centro de São Paulo a trabalho e, na volta, utilizei o metrô.
Na estação da Sé, uma aglomeração de pessoas visivelmente estressadas disputava espaço na plataforma pelo direito de se espremer dentro dos vagões e ser transportada a seu destino feito frangos de granja... Acesse.


Comunique-se!

Estou preparando material para palestra em que abordarei as barreiras programáticas. Barreiras programáticas são barreiras embutidas (e invisíveis) em políticas públicas (normas, regulamentos, portarias, leis, decretos).
Como morador de São Caetano do Sul, me preocupei em pesquisar as leis... Acesse.


Movimento: 3 de Dezembro; Integração; Inclusão.

No dia em que completei 31 anos de idade a 37ª. Sessão Plenária da ONU instituiu o dia 3 de Dezembro como Dia Internacional da Pessoa com Deficiência.
A data foi escolhida porque no dia 3 de Dezembro de 1982, dez anos antes – quando eu já havia completado 21 anos - a Assembleia Geral da ONU adotou o Programa de Ação Mundial para as Pessoas com Deficiência.
A década de 1980 foi rotulada por muitos especialistas... Acesse.


Movimento: ano ímpar.

O ano de 2011 foi ímpar para o Movimento Inclua-se! não somente porque termina em numeral 1: principalmente porque houve, desde seu início, um longo caminho a ser percorrido, caminho esse repleto de obstáculos a serem removidos. Tornou-se ímpar, para nós, porque respondemos à indefectível e retórica pergunta feita pelo Poder: "Quantos vocês são? O que fizeram pelas pessoas com deficiência?"... Acesse.





 

Denise Christino.


Amigas Borboletas Presas no Escafandro.

Hoje eu constatei que em todas as fases da minha vida sempre tive uma pessoa com deficiência perto de mim. Na vizinhança, ou no colégio sempre acabava me aproximando de uma. Meu primeiro trabalho voluntário ocorreu quando eu tinha apenas 14 anos de idade, e fui incumbida de alfabetizar e ensinar a língua... Acesse.







Priscila Santos.


Apta apesar do defeito físico: o Ciretran.

Chamo-me Priscila e tenho uma deficiência física decorrente da paralisia cerebral e aqui, no blog do Movimento Inclua-se!, relato minha indignação, encaminhada à Ouvidoria Municipal e Ministério Público, com a falta de informação de certos Órgãos Públicos de São Caetano do Sul. Estava em processo de renovação da minha CNH e aproveitei para solicitar a alteração do campo “observações” do meu documento, pois desde 1998, quando dei entrada na minha primeira CNH, sou “classificada” como: "APTA APESAR DO DEFEITO FÍSICO", o que me causa um desconforto descomunal... Acesse.

 



 
Tuca Monteiro.


Reatech 2010 - Dois olhares sobre o tema. 

ReaTech 2010! Para quem nunca ouviu falar é uma feira que abrange tecnologia e acessibilidade, reabilitação e INTEGRAÇÃO da pessoa com deficiência a sociedade. Encontamos tudo, ou melhor, quase tudo que há de novidade nessa área além de palestras sobre assuntos pertinentes...
E lá fomos nós, meu amigo Amílcar (O Educador da Inclusão) e eu Tuca Pituca fazer a viagem até o YAB-A-QUAR-A (Jabaquara). Acesse.

Vale tudo por uma vaga para autos?

Quarta-feira de um inverno chuvoso, e lá estávamos nós (Amílcar e eu) caminhando pela Visconde de Inhaúma. Não, não estávamos a ver vitrines, mesmo porque em dias chuvosos temos que dirigir nosso olhar sobre as inúmeras poças d’ água ocasionadas pelo afundamento dos blocos intertravados,... Acesse.


O Que Faz Você Feliz?


Postei no TWITPIC, no dia seis de novembro, a seguinte imagem:
Eu utilizando uma cadeira de rodas e tentando acessar o caixa com o Símbolo Internacional de Acesso de uma loja do Pão de Açúcar, em São Caetano do Sul... Acesse.


Em uma sociedade que apenas possibilita a integração o "degrau" no Congresso Nacional, causou espanto.

Um dos assuntos do momento no twitter sem dúvida fora o Congresso Nacional. Muitas pessoas “twittando” indignadas sobre a matéria do jornalista Jairo Marques intitulada “Degraus desafiam deputados cadeirantes em Brasília”.
Para aqueles (as) que não apreciam serem reduzidos (as) a um objeto ( conheço alguns (mas) como o @Tucamunhoz, do MID) - no caso, a uma cadeira (cadeirante) - tomo a liberdade de sugerir um título mais apropriado: ... Acesse.


Simplesmente Balé.

Saudades do meu tempo de balé, das redinhas do coque, das fitas e laços, do tutu engomado, das meias rosadas e marcadas pelo roçar das sapatilhas, do som do piano ao fundo, da marcação um, dois, três...; das baterias e piruetas -... Acesse.

É Dia de Banco!

Confesso: adoro estes dias em que sou “obrigada” a ficar cerca de uma hora em uma fila para pagar contas!* Certamente é um momento único! Único porque me permite refletir e ampliar o olhar sobre o que é, de fato, um ambiente que inclui. Acesse.

Um olhar "Inclusivo" sobre a Nona Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo.

Muito se tem dito nas mídias - pouco na televisiva; mais nas mídias impressas e, maciçamente, nas redes sociais - sobre as questões concernentes ao universo da pessoa com deficiência e mobilidade reduzida e a inserção deste segmento na sociedade como pessoas detentoras de direitos e protagonistas de suas vidas... Acesse.


Pra não dizer que não falei das flores...
 

Soa-me contraditório ler esta “crítica” de Lílian Cristina Fernandes (SP), titular da Secretaria Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (Sedef) de São Caetano do Sul aos moradores da cidade como nós, do Movimento Inclua-se!, que expõem imagens e opiniões nas redes sociais demonstrando o descaso na cidade por parte da administração pública, ... Acesse.







 

Vera Botteon.

Hoje, mais do que ontem, é preciso: ações cidadãs - solidárias, individuais e coletivas.

Alguns exemplos são muito claros para mim desde sempre. Lembro, quando criança ainda, meu pai, Mário, contando da luta da mãe para romper barreiras para valer os direitos, para estudar e trabalhar , de sua filha cega, o tempo passou e a menina se formou professora, ...  Acesse.

I.IV - Revitalização Rua Piauí - Apropriação Indevida do Espaço Público.



Postado em 30.11.2011.


Na postagem anterior, falei sobre as inclinações do passeio público e como a Prefeitura de São Caetano do Sul continua incorrendo em erro ao reformar calçadas com inclinação transversal abusiva que comprometem a circulação, com segurança e conforto, de TODOS os pedestres. 

Aqui, nesta postagem, abordarei sobre as atitudes equivocadas do (a) cidadão (ã), que passam despercebidas por boa parte da população e mesmo pelo poder público municipal; e como estas atitudes, conhecidas como barreira atitudinal, prejudicam, e muitas vezes impedem, o livre trânsito de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. 

Estivemos vivenciando a acessibilidade das calçadas da rua Piauí em 2008 e 2010 e na ocasião encontramos situações típicas da apropriação indevida dos espaços públicos, como os vasos com vegetação rentes ao alinhamento das edificações... 

 Imagem feita em 2008.

Imagens feitas em 2010.

Nota-se nas imagens que tais objetos dificultam o deslocamento das pessoas e chegam a impedir a circulação de uma pessoa que faz uso da cadeira de rodas ou que esteja conduzindo um carrinho de bebê, por exemplo. O mesmo transtorno terão as pessoas cegas, com baixa visão e surdocegas que costumam se orientar pelo alinhamento das edificações. 

Portanto, vasos com vegetação, por mais agradáveis que sejam aos nossos olhos, jamais deveriam estar sobre o passeio público!




Inclua-se informa:

Em Março de 2011 fora instituído o Plano de Arborização Urbana de São Caetano do Sul, cujo Artigo 52 diz:


"Fica proibido o uso de vasos com plantas de jardim sobre o passeio publico”.




Melhor assim: sem vaso!


Imagem feita em 2010.


Também é comum virmos pelas ruas da cidade as calçadas sendo transformadas em “apoio” de canteiro de obras...


 Imagem feita em 2010.


Ou mesmo sendo totalmente incorporadas às obras pelos tapumes!... 


  Imagem feita em 2011.


Ambas apropriações trouxeram danos aos pedestres. Na primeira imagem, o Amílcar - que não é usuário de cadeira de rodas, mas que estava fazendo uso da mesma – ficou impossibilitado de continuar seu percurso devido ao  “morro" de areia da reforma de um restaurante que, segundo Leis - e, óbvio, o bom-senso -, jamais deveria estar sobre o passeio público!

Na segunda imagem, feita recentemente (2011), além do canteiro de obra de uma edificação nova ter “comido” parte do passeio público, fazendo com que os pedestres caminhassem sobre a via para autos, também obstruiu uma rampa de acesso à calçada!  Leia mais em - Canteiro de obra sobre o passeio público: Rua Amazonas.

Dúvida: Será que estas obras (o projeto) estão seguindo o que ordena o Decreto Federal 5296 de 2 de dezembro de 2004?




Inclua-se Informa:  

Segundo o Decreto Federal 5296/04, qualquer ambiente de uso público que passar por reformas deverá ser adaptado às normas técnicas de acessibilidade, assim como toda edificação de uso público que for construída deverá estar adequada aos princípios do Universal Design (Desenho Universal - DU), cabendo à Prefeitura exigir e fiscalizar o cumprimento da lei!



Outra situação corriqueira é quando as pessoas transformam o passeio da calçada de uso exclusivo do pedestre, segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), em prolongamento de seus estabelecimentos comerciais, como neste exemplo onde mesas e cadeiras de um bar estão sobre o passeio público...
 
 Imagem feira em 2010.

 Ou como neste restaurante cujos proprietários fizeram do passeio um ambiente de estar (talvez um "fumódromo"!) ao colocar bancos enormes de madeira rentes ao alinhamento da edificação impossibilitando, assim, a circulação de parte da população! 
 
 
 Imagens feitas em 2008.

Ambas apropriações retiram do (a) cidadão (ãs) seu direito de ir e vir com autonomia, conforto, segurança e fluidez!

Obs. Neste caso constatamos, em 2010, que os proprietários do restaurante não mais utilizam o passeio como extensão do seu estabelecimento.

E a apropriação indevida do espaço público também se dá através do automóvel...

Imaginem as cenas:  

Uma pessoa cega caminhando pela calçada sem saber que a sua frente está parte de um automóvel...

 Imagem feita em 2010.

Ou mesmo uma pessoa circulando em uma cadeira de rodas pela calçada tendo que desviar do... Automóvel!...

 
  Imagem feita em 2008.

Automóveis cujas traseiras, segundo o Código de Trânsito, jamais deveriam estar sobre o passeio público, pois a calçada é lugar  para o pedestre! Entretanto é o que mais vemos pelas ruas da cidade. Vou providenciar uma postagem sobre este assunto na série - Barreira Atitudinal: Ajude a erradicá-la! 

E o que dizer de alguns estabelecimentos, como os lava-rápidos, cujos funcionários transformam o passeio público em...

 Imagem feita em 2010.

Ambiente de trabalho! 

Complicando a vida de muitos pedestres.


Executivo e Legislativo: o município está necessitando urgentemente de um Código de Posturas que regule o uso da calçada!


Opa, mas e a lei "Cidade Limpa?” Será que há algum artigo que coloque ordem nesta desordem?


Inclua-se Informa:



Em dezembro de 2009 fora promulgada a Lei 4.831, que dispõe sobre a ordenação dos elementos que integram a paisagem urbana do município de São Caetano do Sul e cria a Secretaria Especial de Controle Urbano (Secont), cujo titular da pasta é o Secretário Balbo Santarelli. Embora tal lei tenha como foco principal os anúncios, em seu artigo 3o., inciso IV, está assegurado a segurança, a fluidez e o conforto nos deslocamentos de veículos e pedestres. Assim sendo, concluímos que cabe a Secont informar, conscientizar e fiscalizar sobre a apropriação indevida dos espaços públicos pela população.



Ok, ok, ok então se há bancos, vasos, carros, placas, mesas e enfeites natalinos sobre o passeio público devemos acionar a Secont.  Mas será que esta lei serve para TODOS? Tenho minhas dúvidas.
  

Há também modos curiosos de apropriação de um espaço público, como neste exemplo...

 Imagem do Google Maps.

Uma vaga para autos de uso exclusivo de pessoas com deficiência física transformada em vaga privativa!

Não sei se a pessoa que demarcara esta vaga com um cone é pessoa com deficiência física, embora exista no vidro do carro o símbolo do SIA!...

 Imagem feita em 2010.

Também não sei se esta vaga fora demarcada, a pedido, justamente para facilitar a vida de alguém que mora ou trabalhe neste local; o que sei é que qualquer pessoa com deficiência física que esteja portando a credencial  (e não o símbolo do SIA) poderá estacionar nesta vaga. Ela é exclusiva, porém de uso público!


Outra apropriação indevida é quando a pessoa estaciona o carro diante de uma rampa obstruindo o acesso de uma pessoa usuária de cadeira de rodas a calçada ou à faixa de pedestre como demonstra a imagem abaixo: uma tremenda barreira atitudinal!...

 Imagem feita em 2008.

Contudo não sei exatamente para que serve esta rampa! 

Será que fora implantada, pois esta vaga seria demarcada para ser utilizada somente por pessoas com deficiência física? Ou seria para garantir a travessia de um lado ao outro da rua? Ou quem sabe as duas situações?

Imagem Google Maps.

O que sei é que esqueceram das sinalizações!

Se for para apoio da vaga, então, esta deveria ter o piso  sinalizado com o símbolo do SIA além da placa vertical! Se for travessia esqueceram de  pintar  a faixa de pedestre e implantar uma rampa do outro lado da calçada na mesma direção desta...


  E há uma terceira hipótese!
 

De repente, vai que aquela rampa era para estar justamente onde está plantada aquela muda de árvore nesta travessia de pedestre? Observem... Somente há rampa em um lado  do calçamento! ...

 Imagem Google Maps.

Segundo a norma técnica NBR 9050-04:


"Os rebaixamentos das calçadas localizados em lados opostos da via devem estar alinhados entre si”.



 
  Exemplo de rampa no meio de quadra. Fonte NBR 9050-04.


Uma rampa sem função ali, uma faixa de travessia de pedestre somente com rampa de um lado, enfim, é a "tal da coisa pública!”


Alô, Alô secretários da Seohab, Sesurb e Semob: quem falhou?
Ou melhor, quando irão corrigir a falha?


Obs. Faz quatro anos  que revitalizaram a rua Piauí e até agora ninguém, a não ser nós, "reles" cidadãos seguindo ao vento, sem lenço e  sem CNPJ (!), observamos estes equívocos! 

E falando sobre faixa de pedestre: lembrando que estacionar sobre a faixa de pedestre também é se apropriar indevidamente de um espaço público! E neste caso passível de multas e pontinhos na carteira! 

 Imagem feita em 2010.

E, finalizando esta postagem, como é sabido, a Prefeitura fez todo o calçamento de um trecho da rua Piauí padronizando o piso das calçadas, porém constatamos no local (imagem abaixo) que as pessoas estão desconfigurando o calçamento original introduzindo pisos que não são os da rua Piauí; ou seja: estão se apropriando indevidamente de um espaço público!

Além disso, a inclinação transversal da calçada está abusiva: notem que o passeio virou rampa de acesso para automóveis!


 
  Imagens feitas em 2011.
 
 Imagem feita em 2010.

Pergunto: Como a Prefeitura irá exigir que o (a) proprietário (a) siga as leis de acessibilidade se ela mesma, a Prefeitura, fez (e faz) o mesmo com as calçadas que reformara?

 Imagem feita em 2008.

Não sei se há uma lei municipal que determina que o (a) munícipe, ou o (a) proprietário (a) do imóvel, siga o modelo de paginação proposto pela municipalidade.  Caso haja lei fica evidente a falta de fiscalização por parte da Prefeitura; se não há lei neste sentido a municipalidade deveria pensar sobre.

Lembrando-se que ter acesso às leis desta cidade é um suplício! A "burrocracia" impera! Leia sobre em: Comunique-se!


Na próxima postagem, observaremos alguns mobiliários urbanos da rua Piauí.


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